terça-feira, 5 de abril de 2011

..:: O QUE É MASSAGEM TERAPÊUTICA ? ::..

É um recurso terapêutico que emprega as técnicas de manipulação corporal na recuperação de seqüelas e reabilitação de indivíduos, além de promover a saúde.

A atuação da Massagem se dá no campo da Estética, do Desporto, da Prevenção e da Terapêutica, nas modalidades: Ocidental (MASSAGEM SUECA) e Oriental: Japonesa (ANMA, SEITAI, KWATSU, ANPUKU, REIKI e QUICK MASSAGE), Chinesa (TUINÁ e ANMO), Hindú (AYURVÉDICA, ABHYANGA e SHANTALA) e Tailandesa (THAI-MASSAGE).

A profissão de Massoterapeuta foi regulamentada pela Lei Federal 3968 publicado no Diário Oficial da União em 06 de outubro de 1961.

terça-feira, 22 de março de 2011

..:: Aquecimento Vocal - Três Técnicas Básicas ::..


Técnicas para os lábios

Esse exercício é feito com a vibração dos lábios. Para isso, deve-se levar os lábios à frente, elevando o diafragma, para que este sirva de apoio na execução do exercício. Os lábios devem ficar completamente relaxados, para que a passagem de ar entre eles faça-os vibrar. O resultado desta vibração, lembra a pronúncia conjunta das letras BR e poderíamos compará-lo a uma imitação do ronco do motor de uma moto.

Técnica da língua

Esta técnica é realizada com a vibração da língua, lembrando uma pronúncia exagerada da letra R. Para a execução desta técnica, também deve-se elevar o diafragma fazendo com que este proporcione um bom apoio. O som deste exercício nos faz lembrar uma hélice de helicóptero em movimento. Procure passear com estas técnicas por regiões graves e agudas de sua voz.

Técnicas com a letra M

Este exercício é feito para que, a princípio, a pessoa sinta a vibração da letra M internamente e, sobretudo, sinta esta ressonância na região das bochechas (caixa de ressonância da voz).
O efeito deste M interno nada mais é do que a própria preparação bocal que fazemos normalmente para que possamos pronunciar palavras que comecem com esta letra, porém, esta preparação será agora prolongada.
Para se produzir este M interno corretamente, deve-se cerrar os lábios e imaginar um espaço dentro da boca suficiente para caber uma bola de ping-pong. A ponta da língua deve estar em contato com os dentes frontais superiores e o som do exercício lembra a pronúncia do nº 1, porém prolongado e com a boca fechada.

É preciso tomar cuidado para que a vibração do som não se torne nasal, pois após um tempo de sustentação deste som, com o apoio da elevação do diafragma, a boca se abre lentamente na pronúncia da sílaba MO, prolongando-se o O.

Para uma boa execução deste exercício, sugiro um prolongamento de quatro tempos, marcados pausadamente, para a sustentação do M interno e mais quatro tempos para a sustentação da letra O.
Este M interior, é muito utilizado na forma de "mantra" (sons utilizados no processo de meditação, que possuem significados importantes nas religiões orientais) e o ideal é que seja pronunciado como forma de reflexão do som que todos nós possuímos e queremos aprender a usar.

Mais uma vez quero ressaltar a importância da elevação do diafragma. Para isso, você pode, a princípio, contrair a barriga, descontraindo-a gradativamente a medida que o exercício é realizado e o ar inspirado no início é solto.
Quando falo das bochechas com caixa de ressonância, é para conscientiza-lo que, trazer a vibração do som exclusivamente para a garganta é um "suicídio vocal" ou seja, um convite a rouquidão ou a aquisição de nódulos vocais, entre outros danos.

Por fim, quero colocar que estes exercícios servem como um aquecimento para as cordas vocais, como um início de utilização do diafragma e devem ser feitos descontraidamente, pois desta forma serão incorporados, assim como a ginga natural de um bom sambista.



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

..:: Fisioterapia a Laser ::..

Muitas são as condições de dor experimentada pelo homem e, considerada uma experiência baseada em uma complexa interação de processos físicos e psicológicos, a dor tem sido definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual real ou potencial ou descrita em termos de tal dano. “A dor geralmente atua como um aviso para proteger o corpo de lesões e serve como uma função essencial para a sobrevivência”, destaca a Professora Ana Paula Rubira, Coordenadora da Clínica de Fisioterapia da Faculdade São Lucas. Segundo ela, é importante perceber que a dor não é apenas a ativação de receptores de estímulos nociceptivos, conhecidos como nocicepção, mas também as experiências sensoriais, sofrimento e alterações no comportamento, associadas a tal ativação.

De acordo com a Professora Ama Paula Rubira, a dor pode ser classificada em aguda ou crônica. A dor aguda e subaguda geralmente é definida como uma dor com menos de 6 meses de duração para a qual uma patologia subjacente pode ser identificada, enquanto a dor crônica persiste além do tempo normal para a cicatrização do tecido. Condições dolorosas crônicas geralmente são resultados da ativação de respostas neurológicas ou psicológicas disfuncionais que obrigam o indivíduo a continuar com a sensação de dor, mesmo quando nenhum dano ou estímulo ameaçador está presente. “Muitos são os agentes físicos empregados na fisioterapia para eliminação ou controle do quadro álgico. O laser é um deles”, diz Ana Paula Rubira.

Laser é uma sigla, que se refere à Light Amplification of Stimulated Emission of Radiation onde foi traduzida como “Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação”. A energia luminosa caracteriza-se por ondas eletromagnéticas com o mesmo comprimento, mesma direção, mesma freqüência e cor. Muitos tratamentos demonstram que a terapia por laser de baixa potência pode reduzir a dor e a incapacidade associada a uma ampla variedade de distúrbios neuromusculoesqueléticos, além da artrite e neuropatia, incluindo epicondilite lateral, dor lombar e cervical, pontos-gatilhos e dor muscular tardia. Por causa da baixa energia emitida e intensidade, seus efeitos são meramente não térmicos e bioestimuladores.
Os efeitos bioestimuladores da terapia por laser de baixa potência têm sido relatados por vários investigadores. O mecanismo de analgesia não tem sido estabelecido, mas tem sido atribuído aos seus efeitos antiinflamatórios e neuronais. Dentre os principais efeitos fisiológicos do laser podem ser citados a capacidade de estimular a liberação de substâncias pré-formadas (histamina, serotonina, bradicinina), de modificar reações enzimáticas, de aumentar a formação de colágeno, de estimular a neoformação de vasos, de aumentar a síntese de beta-endorfinas e de elevar o limiar de dor, tendo grande indicação nos processos inflamatórios e de regeneração tecidual.

A Professora Ana Paula Rubira acrescenta que os efeitos analgésicos são geralmente mais pronunciados quando o laser é aplicado sobre a pele cobrindo os nervos envolvidos ou os nervos que se espalham pela região do dermátomo. Mas, segundo ela, a intervenção por laser também tem as suas contra-indicações. “Durante a gravidez é comum o relato de lombalgia pelas gestantes, mas o laser não deve ser aplicado no abdome ou região lombar porque os efeitos da terapia por laser de baixa potência no desenvolvimento fetal e na fertilidade são desconhecidos”, alerta. Conforme Ana Paula Rubira, outra condição que impede a aplicação da terapia por laser é a malignidade porque tem sido demonstrado que o laser apresenta uma série de efeitos celulares e fisiológicos, incluindo o aumento do fluxo sanguíneo e da produção de energia celular. “Esses efeitos podem incrementar a taxa de crescimento ou a metástase dos tecidos malignos”, salienta. Em toda e qualquer condição de dor deve-se avaliar outras situações para que o laser seja bem prescrito pelo fisioterapeuta. Alguns cuidados devem ser tomados durante a aplicação do laser.

Efeitos do laser:
1 - Aumenta a síntese de colágeno - útil para reparo tecidual,
2 -  Aumenta a permeabilidade das membranas celulares com maior eficiência da bomba de sódio,
3 - Aumenta o número de fibroblástos e promove tecido de granulação - útil para cicatrização de corte,
4 - Aumenta os níveis de prostaglandinas. Causa um aumento na ATP celular, que é útil para mitigação da dor,
5 - Ação anti-inflamatória.

Aplicações clínicas:
Cirúrgicas - Pode ser usado para cortar ou cicatrizar especialmente em casos cirúrgicos onde a perda de sangue seja um risco para o paciente. Como uma faca ele pode cortar e com grande precisão extirpar poucas células. Pode também estancar hemorragia como por exemplo uma hemorragia gastrointestinal.
Oftalmologia - O laser pode passar através do olho e ser focado em um pequeno ponto de tratamento.
Estética - no combate a celulite, na dissolução de gorduras e na recanalização dos vasos linfáticos drenando a linfa.

Na fisioterapia os benefícios do laser diminuem o tempo de tratamento e ajudam:
1 -  na cicatrização de ferimentos,
2 -  no fechamento de feridas abertas, úlceras e feridas pós-operatórias,
3 -  na velocidade de condução do nervo,
4 - nas artropatias degenerativas e inflamatórias,
5 - no alívio da dor; tanto em pontos gatilhos quanto em pontos de acupuntura,
6 - tem efeitos benéficos em lesões de tecidos moles - tendões, ligamentos e músculos e até em fortalecimento de tendões e ligamentos.

Contra-indicações:
1 – Carcinoma,
2 - Irritação cutânea,
3 - Tratamento do tórax em pacientes cardíacos deve ser evitado, juntamente naqueles que têm marca-passo,
4 - Olhos.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

..:: GAGUEIRA: MODIFICANDO ESTE COMPORTAMENTO ::..

GAGUEIRA: MODIFICANDO ESTE COMPORTAMENTO

A gagueira ocorre quando o fluxo da fala normal é interrompido anormalmente por repetições, prolongamentos ou bloqueios, ou por comportamento de evitação ou luta. Além de ser um problema pessoal (indivíduos que gaguejam relatam medo, frustrações, insatisfações consigo mesmos, baixo nível de aspiração e perda de auto-estima), a gagueira é também um evento psico-social. (Normalmente, pessoas não gaguejam quando sozinhas ou falando com bebês ou animais de estimação). Os fenômenos visuais e auditivos que ocorrem durante o ato da gagueira são estímulos nocivos numa situação de comunicação. Os ouvintes tendem a reagir de diversas maneiras, tanto implícitas quanto explícitas. A pessoa que gagueja, por sua vez, tende a reagir à resposta do ouvinte.
Minha compreensão da etiologia da gagueira está fundamentada na teoria psicobiológica de Engel (1975) que reconhece a existência de fatores predisponentes (de origem genética e/ou neurológica), de fatores precipitantes (predominantemente ambientais) e fatores perpetuantes (incluindo medo e ansiedade) para o seu aparecimento.
Para o tratamento desta condição, que chamarei de gagueira funcional (uma vez excluídos outros diagnósticos tais como: gagueira secundária a lesões cerebrais, gagueira histérica ou neurótica, reações episódicas ao estresse), utilizo um programa baseado na abordagem do condicionamento operante de Bruce Ryan (1975), com alguns acréscimos que serão mencionados adiante, propostos por Moss (2001).
A abordagem de Ryan é baseada no pressuposto de que a gagueira é um comportamento aprendido e que este pode ser desaprendido ou modificado suficientemente para capacitar a pessoa a falar com razoável fluência.
Os acréscimos introduzidos referem-se à inserção de procedimentos que visam trabalhar os sentimentos de frustração, raiva e medo, oriundos do próprio comportamento da gagueira, que incluem técnicas de relaxamento, visualização, a utilização de técnicas de biofeedback, e princípios da terapia cognitiva.
O programa de condicionamento operante que utilizo é composto por três fases: estabelecimento, transferência e manutenção. Na fase de estabelecimento, o objetivo é auxiliar o paciente a ter fluência na presença do terapeuta e em situações ideais de comunicação. Na fase de transferência, o objetivo é transferir esta fluência para outras situações, na presença de outras pessoas que não o terapeuta, em condições não tão ideais de comunicação. A fase de manutenção requer que a fluência seja conseguida em uma grande variedade de situações de comunicação, por um extenso período de tempo.
O programa é levado a efeito em três modalidades: leitura, monólogo e conversação.
Utilizo também o Biofeedback em treinos de relaxamento. É um método que visa maior consciência e controle sobre a mente e o corpo. Instrumentos de feedback são instrumentos eletrônicos destinados a monitorar a mudança no corpo humano e dar um feedback simultâneo ao usuário. Este se torna cônscio da mudança física e mental que está ocorrendo e controla esta mudança.
São estas as linhas de base que sigo no meu tratamento com pessoas que gaguejam. Mas é muito importante salientar que cada planejamento é único, atendendo as necessidades específicas do paciente em questão.
Este tratamento tem a duração de um ano, aproximadamente, com sessões semanais de quarenta e cinco minutos cada uma. Os resultados dependem, em grande parte, da colaboração e motivação do paciente, que deve compreender a sua participação no processo de modificação de seu comportamento.

Fernanda Papaterra Limongi*

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

..:: Poucos bebês do Distrito Federal fazem o Teste da Orelhinha ::..

 
Uma lei recente exige que todos os hospitais públicos ofereçam, de graça, o Teste da Orelhinha. Mas no DF, a Secretaria de Saúde estima que vai demorar dois anos para cumprir a lei.

Dos 4,5 mil bebês que nascem por mês nos hospitais públicos do DF, apenas 250 fazem o Teste da Orelhinha. O filho da dona-de-casa Maria Valdirene Dutra, por exemplo, não passou pela avaliação que pode descobrir mais cedo problemas auditivos.

“Lá no hospital disseram que eu teria que marcar uma consulta e fazer o exame no particular porque não se faz no público. Acho que está errado, estão sonegando um direito do povo”, fala a mãe.

Uma lei federal publicada em agosto torna obrigatório o teste em todos os bebês recém-nascidos em maternidades e hospitais públicos. Mas falta o Ministério da Saúde fixar prazos para a adequação à lei.

Hoje no DF, o Teste da Orelhinha é oferecido apenas a recém-nascidos com riscos de problemas auditivos, como os que que tiveram nascimento prematuro e com baixo peso. Fora isso, para solicitar o exame, somente com um pedido do médico.

“Fazemos o teste se há pais, tios ou primos do bebê que nasceram surdos. Todos os bebês que passaram pela UTI neonatal, que apresenta alguma síndrome, alguma deformidade craniofacial, peso ao nascimento menor do que 1,5 quilo, vão fazer o Teste da Orelhinha”, indica Aline Silvestre, da Secretaria de Saúde.

A secretaria estima que vai demorar dois anos para oferecer o exame a todas as crianças. “Temos várias dificuldades com recursos humano, são poucos fonoaudiólogos”, afirma Aline.

Atualmente, sete fonoaudiólogos trabalham na triagem dos hospitais, mas desempenham outras funções. De acordo com a Secretaria de Saúde, são necessários 17 profissionais para que a rede pública possa oferecer o teste.